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Sonntag, 9. Dezember 2012

XIX Congresso do PCP


DELEGADOS DA EMIGRAÇÃO PRESENTES NO XIX CONGRESSSO DO PCP


04-Dez-2012

Eleitos directamente pelas organizações do Sector da Emigração ou por agrupamento de militantes de diversos países, nove delegados estiveram presentes no XIX Congresso do PCP, que se realizou a 30 Novembro, 1 e 2 de Dezembro, em Almada. Foram eles:

Fernando Genro - Alemanha; Paula Frazão - Bélgica; Nuno Garcia - França; Miguel Leite - França; São Belo - Suiça; Domingos Pereira - Suíça; Mário Pinto - Espanha - pelo agrupamento dos restantes países da Europa; Ildefonso Garcia - Brasil - pelo agrupamento de países do Continente Americano;José Cavaco - pelo agrupamento de países de África, Ásia e Oceânia.

Aos camaradas eleitos delegados cabe-lhes a enorme responsabilidade de transmitir, nas respectivas organizações, a enriquecedora experiência partidária que viveram durante os três dias do Congresso. Às Organizações cabe-lhes a importante responsabilidade de divulgar e levar à prática o Programa do Partido e a Resolução Política que nele foram aprovados.

Na mesa do XIX Congresso esteve a delegada Paula Frazão da Bélgica e, em nome do Sector da Emigração, interveio o delegado Nuno Garcia, um dos eleitos pela organização de França, que abordou questões actuais das comunidades portuguesas na diáspora.


Mittwoch, 7. November 2012

Assembleias do PCP na Alemanha



Foram realizadas, em Leverkusen, no passado dia 4 de Novembro, duas importantes Assembleias dos comunistas portugueses na Alemanha.
A primeira foi a Assembleia Plenária Electiva, realizada no âmbito da preparação do XIX Congresso, que se realiza a 30 Novembro, 1 e 2 Dezembro. Procedeu-se à discussão das Teses e do Projecto de Alterações ao Programa do Partido.
De seguida foram eleitos os Delegados (efetivo e suplente) ao XIX Congresso.
Na segunda Assembleia, a 10ª. da Organização do PCP na Alemanha, foi feita a retrospetiva dos últimos 2 anos de atividade partidária e discutidos problemas concretos da comunidade, nomeadamente o EPE. 
Abordou-se também o que poderá vir a ser parte a atividade nos próximos anos e por fim, foi eleito o novo Organismo de Direção Nacional.

Donnerstag, 1. Dezember 2011

Reunião do Núcleo de Düsseldorf do PCP


Reuniu-se no Domingo, dia 27 de Novembro, o núcleo da área consular de Düsseldorf do PCP com a presença de 20 camaradas de Bonn, Leverkusen, Langenfeld, Hilden, Düsseldorf, Neuss e Kaarst.

Foi uma boa reunião extremamente útil, onde se abordou a luta em Portugal contra o pacto de agressão da Troika e as medidas infernais do Governo do PSD/PP, com especial incidência no decorrer da Greve-Geral. Discutiu-se também a melhor maneira de apoiar a luta da comunidade portuguesa da Alemanha contra o encerramento dos vice-consulados de Osnabrück e Frankfurt, e contra as medidas destinadas a liquidar a rede de ensino do português no estrangeiro.

Este ano, o 91° aniversário do PCP será provavelmente celebrado em Solingen.

Foi feito um balanço positivo da participação do stand do na última Festa do UZ.

Aderiram ao PCP mais 4 novos membros. Viu-se que as possibilidades de ganhar mais militantes para o Partido estão longe de se esgotar, nomeadamente nas camadas mais jovens. Por isso decididu-se, manter toda a atenção virada para o recrutamento e o reforço Partido.

Depois da reunião seguiu-se um almoço que proporcionou uma ocasião de longo e belo convívio entre todos os camaradas.

Mittwoch, 28. September 2011

COMUNICADO

300 alunos sem aulas de português

Reuniu no Sábado, 17 de Setembro em Düsseldorf, o Organismo de Direcção dos Comunistas Portugueses residentes na Alemanha (ODN) tendo analisado os problemas que afectam a comunidade portuguesa e a situação criada com a formação do novo Governo. Num quadro de agravamento dos principais problemas resultantes da política anti-comunidades prosseguida há anos pelos anteriores governos, é extremamente preocupante que o programa do actual Governo do PSD/CDS-PP dê tão pouca relevância à política de emigração. A par de frases de circunstância e da intenção da criação de um lobby de políticos estrangeiros de origem portuguesa, pouco de concreto é avançado sobre os retrocessos e ataques de que as comunidades portuguesas têm vindo a ser alvo contra os seus anseios e direitos constitucionais. Preocupante ainda é o silêncio total sobre as consequências negativas para a emigração do acordo assinado com a troika estrangeira pelos partidos do Governo, PSD, CDS-PP e pelo PS.

Podes ler o Comunicado na integra clicando aqui

O Bispo das Forças Armadas elogia o PCP

O Bispo das Forças Armadas em Portugal, D. Januário diz numa entrevista sobre a situação social que:

“honra seja feita ao Partido Comunista Portugues porque levanta o problema dos mais fracos…pode-se dizer que há comunistas muito mais cristãos do que os católicos que eu conheço.”

“peço desculpa (aos comunistas) por estar a dizer isto, porque sei que nao gostam destas comparações, mas do ponto de vista humano e da cidadania não tenho qualquer dúvida”.

http://www.tsf.pt/PaginaInicial/Portugal/Interior.aspx?content_id=2000827


(se desejares ouvir só essa passagem é a partir da palavra "se" no monitor onde está "tudo o que se passa....)

Mittwoch, 20. April 2011

Candidatos para as Eleições Legislativas

CÍRCULO ELEITORAL

DA EUROPA


Clica na foto para ver a lista completa

Candidatos para as Eleições Legislativas



CÍRCULO ELEITORAL


DE FORA DA EUROPA




Candidatos Efectivos

MARIA HELENA DE OLIVEIRA E CUNHA, historiadora/documentalista, 61 anos. Vive em Luanda, Angola. Trabalha na Ordem dos Advogados de Angola, dirigente da Associação 25 de Abril de Luanda. É membro da Organização do PCP em Angola.

ILDEFONSO OCTÁVIO SEVERINO GARCIA, engenheiro civil, 68 anos. Vive em São Paulo, Brasil. É membro do Conselho Consular de São Paulo, do Conselho das Comunidades Luso Brasileiras e Presidente do Centro Cultural 25 de Abril. É o responsável pela Organização do PCP no Brasil.


Candidatos Suplentes

IVONE LUÍS HORTA RALHA, designer gráfica, 43 anos. Viveu, estudou e trabalhou em Moçambique. Tem a Licenciatura em História pela Universidade Eduardo Mondlane de Maputo. Foi professora no Centro de Estudos Culturais de Maputo. É membro do PCP.

LÍDIO RAMOS VALES, carpinteiro, 71 anos. Viveu e trabalhou na Austrália. Foi dirigente associativo na Comunidade Portuguesa de Sydney, Austrália. É membro do PCP.

Mandatário

JÚLIO DO CARMO CABECINHA ROSADO, Técnico de Turismo, 74 anos. Viveu e trabalhou em Toronto, Canadá. Foi dirigente da Associação Democrática Portugal/Canadá (PCDA). É independente proposto pelo PCP.

Montag, 18. April 2011

PCP comemora os 90 anos em Dusseldorf

Clica na foto para ver o álbum.
A organização do PCP na área consular de Dusseldorf comemorou no Sábado, dia 16 de Abril, os 90 anos da fundação do Partido Comunista Português com um jantar na Associação Portuguesa de Neuss. Durante várias horas muitos camaradas e amigos do PCP, membros do Conselho das Comunidades Portuguesas, professores, dirigentes associativos, membros de comissões de pais, conviveram e puderam ver imagens das lutas que se desenvolvem para travar a ofensiva dos sucessivos governos contra os direitos dos trabalhadores, das comunidades e do povo português, e contra a economia e a soberania nacionais. Foram igualmente apresentadas reportagens e documentação alusivas à participação da organização do PCP da Alemanha na Festa do Avante!. No início foi feita uma intervenção pelo professor Luciano da Rosa, membro do Organismo de Direcção da Alemanha, focando a história do PCP e o seu papel na luta pela liberdade, a democracia e o socialismo em Portugal e fazendo um apelo à participação na campanha eleitoral e ao reforço da CDU para se conseguir uma mudança patriótica e de esquerda no nosso país. O jantar-festa culminou com a actuação do Rancho Português de Neuss composto por mais de 20 membros. Novos amigos manifestaram o desejo de aderir ao PCP. Entre convidados, artistas, e compatriotas que ajudaram nas diferentes tarefas na Associação, o aniversário do PCP envolveu cerca de uma centena de pessoas.A encerrar todos os presentes cantaram a Grândola Vila Morena, o Hino nacional e o Avante Camarada!Também no dia 6 de Março a organização de Hamburgo do PCP já tinha celebrado os 90 anos do Partido com um jantar em que participaram membros e amigos do PCP.


E vai uma dança para animar.

PCP em Neuchâtel


Reuniu-se em Neuchâtel na Suíça, com a participação de Rosa Rabiais do Comité Central, o Organismo de Coordenação da Emigração na Europa do PCP, tendo sido analisados os actuais problemas que mais atingem as comunidades portuguesas na Europa, as consequências nefastas da políticas de direita do Governo do PS/Sócrates, as recentes eleições presidenciais, as celebrações do 90° aniversário do Partido e o reforço da organização.

1. Os comunistas portugueses na Europa chamam a atenção para o
facto de se encontrarem neste momento cerca de 1800 alunos de português sem aulas (400 na Alemanha, 600 na Suíça e 800 na França) apesar do ano lectivo se ter iniciado em Setembro de 2010. Os resultados de uma política de liquidação da rede de ensino do português junto das comunidades, com a sua passagem do Ministério da Educação para o Instituto Camões, a redução dos horários escolares e o aumento do número de alunos necessário para o funcionamento dos cursos, a fragilização da situação profissional dos professores, a redução dos seus vencimentos, a limitação e supressão dos professores de apoio junto dos consulados, a tentativa de passar a responsabilidade do ensino do português - um dever constitucional do Estado português (art.74) - para os governos estrangeiros acabando com o ensino do português como língua materna, estão já a manifestar-se gravemente na dificuldade em arranjar professores qualificados e disponíveis para leccionar em numerosas localidades e na quebra acentuada no interesse dos pais e dos alunos pela língua portuguesa em vários países da Europa. É importante que as comunidades portuguesas manifestem a sua oposição a esta política anticonstitucional e antipatriótica.

O recente apoio dos deputados do PS e do PSD no Parlamento Europeu à eliminação do português como língua oficial no regime europeu de patentes demonstra bem como o palavreado do Governo sobre a "promoção do português como língua internacional" é uma grande mentira cujo objectivo visa apenas camuflar o fim do ensino do português como língua materna para os filhos dos emigrantes.

2. Também se consideram lesivas as medidas do Governo quanto ao funcionamento dos serviços consulares onde se verifica, há muitos anos, o não provimento dos lugares vagos de funcionários com reflexos negativos nos serviços prestados às comunidades, como aconteceu ainda recentemente nas graves lacunas e insuficiências dos cadernos eleitorais.

3. O OCEE reafirma que a situação particular dos trabalhadores da Administração Publica na Suíça, que para além do corte salarial imposto pelas medidas de austeridade do Governo PS/Sócrates vêem ainda os seus salários reduzidos pelo efeito do cambio desfavorável, vai continuar a merecer a intervenção empenhada do PCP e do seu Grupo Parlamentar na Assembleia da República.

4. Inserida nesta ofensiva contra as comunidades é de salientar a situação do Conselho das Comunidades Portuguesas (CCP), órgão praticamente inexistente para o Governo. Os cortes orçamentais, a diminuição dos conselheiros eleitos e o aumento do número dos nomeados, o fim dos Conselhos de país, a criação de conselhos consulares nomeados, a marginalização do CCP como órgão representativo das Comunidades Portuguesas, tudo isto faz parte de uma orientação antidemocrática e anticomunidades agravada pelos dois últimos Governos do PS/Sócrates e que visa marginalizar e silenciar a voz das comunidades portuguesas. O PCP continuará a defender a dignificação e autonomia financeira do CCP.

5. O OCEE alerta para as propostas que o próximo Conselho Europeu se prepara para aprovar e que, a concretizarem-se, aprofundariam ainda mais as medidas de austeridade, o ataque aos direitos de quem trabalha e à soberania dos povos e apela à resistência e à luta.

6. O OCEE condena a política de direita que despreza os interesses das comunidades e reafirma a necessidade urgente de uma política alternativa de esquerda também para a Emigração que defenda as justas aspirações dos portugueses no estrangeiro e a nossa língua, ensino e cultura, como elementos de identidade nacional.

7. Os resultados eleitorais obtidos por Francisco Lopes na Europa confirmam a justeza da apresentação da sua candidatura. O terceiro lugar obtido confirma também o PCP como uma força indispensável à luta das comunidades portuguesas por uma rotura política que reforce a soberania nacional e os elos de ligação a Portugal.

8. Contribuir para um PCP mais forte, aderindo ao Partido e reforçando a sua organização, é dar mais força à luta dos trabalhadores e do povo contra a exploração, as discriminações e injustiças sociais.

9. Os comunistas portugueses na Europa apelam aos trabalhadores emigrados e às comunidades portuguesas para se associarem às comemorações dos 90 anos da fundação do PCP, que terão lugar ao longo deste ano de 2011. O PCP, partido que ao longo da sua história, antes e depois do 25 de Abril, demonstrou ser sempre fiel à defesa dos trabalhadores e aos valores e ideais de Abril, lutará sempre pela Liberdade, pela Democracia e pelo Socialismo.

Neuchâtel, 26 de Fevereiro de 2011

ORGANISMO DE COORDENAÇÃO DA EMIGRAÇÃO NA EUROPA DO PC











Samstag, 29. Januar 2011

Comunicado da ODN



O Organismo de Direcção dos Comunistas Portugueses residentes na Alemanha (ODN) congratula-se pelo resultado alcançado por Francisco Lopes no total das seis áreas consulares da Alemanha. O candidato apoiado pelo PCP duplica a percentagem de votos em relação às eleições presidenciais anteriores, passando de 7% (2006) para mais de 14% (2011). É de destacar o resultado alcançado na área consular de Dusseldorf onde a candidatura de Francisco Lopes obtém o dobro da votação de 2006, sendo o segundo candidato mais votado e subindo de 9,41% para 30%, tendo provocado ali a perda da maioria absoluta de Cavaco Silva que baixou de 65% para 41%.

Como os resultados deixam claramente transparecer, cresce também na Comunidade Portuguesa na Alemanha a consciência das consequências nefastas que a política anticomunidades e antipatriótica do Governo do PS/Sócrates com o apoio do actual Presidente da República está a provocar, enfraquecendo os elos de ligação a Portugal e procurando liquidar cada vez mais os direitos dos portugueses emigrados consagrados na Constituição da República Portuguesa.

Os numerosos eleitores, que, depois de terem percorrido por vezes grandes distâncias, foram impedidos de votar, apesar de constarem como votantes nas páginas da internet do Ministério da Administração Interna, são mais uma prova da incompetência, da irresponsabilidade e do desprezo do Governo pelas comunidades.

Só com a luta por uma política patriótica e de esquerda será possível impedir que Cavaco Silva com o apoio incondicional do PSD e do CDS, e o primeiro-ministro Sócrates com o apoio do PS continuem a empurrar ainda mais Portugal e as Comunidades Portuguesas para o desastre.

No ano em que o PCP celebra os 90 anos da sua fundação - com a sua história gloriosa da resistência contra o fascismo, com o seu contributo incomensurável na grande revolução libertadora do 25 de Abril e posteriormente na luta contra as políticas anti-sociais, antidemocráticas e antipatrióticas dos sucessivos governos - é necessário reforçar este Grande Partido, não só votando nele, mas também aderindo ao PCP para que a luta por um Portugal mais justo, mais digno, mais livre e democrático seja ainda mais forte e mais eficaz.

O Organismo de Direcção dos Comunistas Portugueses residentes na Alemanha

24 de Janeiro de 2011

Samstag, 6. November 2010

COMUNICADO



APOIAR E VOTAR NA CANDIDATURA
DE FRANCISCO LOPES

A IX Assembleia da Organização dos Comunistas Portugueses residentes na Alemanha, realizada a 31 de Outubro, em Leverkusen, apela à Comunidade Portuguesa para apoiar a candidatura de Francisco Lopes à Presidência da República. A Assembleia realizou-se num momento de intensa agudização da luta de classes em Portugal, na Europa e no mundo. Todas as conquistas civilizacionais obtidas pelos trabalhadores e os povos, na sequência da derrota do nazismo e do fim da segunda guerra mundial, estão a ser postas em causa por governos conservadores, social-democratas e de partidos chamados socialistas mas cuja política está de facto ao serviço do grande capital.
Em Portugal, na Grécia, na França, em Espanha, na Roménia e noutros países intensificam-se as lutas do movimento sindical e do movimento popular contra esta política reaccionária e devastadora. Os comunistas portugueses, fieis aos ideais libertadores da Revolução do 25 de Abril que em 1974 pôs fim em Portugal ao regime fascista, ao poder dos banqueiros, dos monopólios e dos latifundiários e à guerra colonial são a força que de uma forma consequente esclarece e organiza a luta do povo português dentro e fora do país.
Também para as Comunidades Portuguesas espalhadas pelo mundo a hora é de luta. Necessita de ser travada a ofensiva que há vários anos tem vindo a ser desencadeada pelos sucessivos governos contra o ensino do português no estrangeiro, contra a rede consular, contra os órgãos representativos das comunidades, nomeadamente contra o Conselho das Comunidades Portuguesas (CCP), contra a participação cívica nos actos eleitorais, através do aumento dos obstáculos ao recenseamento, da manutenção de cadernos eleitorais completamente desactualizados e da redução drástica dos orçamentos destinados ao cumprimento dos deveres constitucionais do Estado para com as comunidades portuguesas.

A resistência contra esta ofensiva constante e prolongada contra os direitos das comunidades torna necessário o reforço do PCP, da sua organização e da sua intervenção junto da comunidade portuguesa. Está nas mãos daqueles que querem resistir o esforço prioritário de reforçar o PCP, Partido que não se vende ao poder do grande capital nem a interesses particulares e carreiristas.
Os preconceitos da comunicação social portuguesa e de alguns sectores da comunidade dificultam o trabalho do PCP, mas não impedem o prosseguimento e aprofundamento da sua acção.
O PCP não vai a Berlim receber ordens de Ângela Merkel para proibir referendos sobre tratados afrontosos para a soberania de Portugal e da maioria dos estados da União Europeia. Só defendendo a existência de Portugal como país livre, independente e soberano, as comunidades portuguesas poderão continuar a existir e a dispor de um Estado que as defenda e apoie na continuidade da sua cultura, na intensificação dos seus elos de ligação ao País, nos seus sentimentos patrióticos, no retomar do caminho libertador iniciado com a Revolução do 25 de Abril.

É no quadro desta luta que se insere a candidatura de Francisco Lopes à Presidência da República que a organização do PCP na Alemanha saúda e apoia inteiramente. É uma candidatura comprometida com os ideais de Abril, a defesa dos direitos dos trabalhadores portugueses dentro e fora do País e com as legítimas aspirações das Comunidades Portuguesas espalhadas pelo mundo.
Na Alemanha como em Portugal, os trabalhadores portugueses, mulheres, jovens, dirigentes associativos, intelectuais, professores, assistentes sociais, funcionários consulares e pequenos e médios empresários todos devem apoiar a única candidatura que não está comprometida com a política de direita que há mais de 30 anos vem sendo praticada no nosso País. Apoiar a candidatura de Francisco Lopes é exigir um novo rumo para Portugal com uma política patriótica e de esquerda.


Leverkusen
31/10/10

Samstag, 9. Oktober 2010

Francisco Lopes na Alemanha



Na Sexta-feira, dia 8 de Outubro, Francisco Lopes deslocou-se à Alemanha, à região de Dusseldorf, onde se encontrou com a comunidade portuguesa. Na Associação Portuguesa Sanjorgense teve lugar um debate com representantes da Comunida Portuguesa daquela região no qual participaram dirigentes associativos, membros de comissões de pais, conselheiros das comunidades e do conselho consular, professores e outros membros destacados da comunidade portuguesa. Ali foram debatidos problemas que afectam a comunidade, com destaque para o agravamento da situação do ensino do português e a falta de apoio do Governo e do Estado português ao movimento associativo. À noite realizou um jantar no Centro Português de Hilden com a participação de dezenas de apoiantes onde Francisco Lopes, acompanhado de Rosa Rabiais, responsável pelo sector da emigração do PCP, explicou as razões da sua candidatura à Presidência da República no contexto da grave situação que se vive em Portugal, tendo sido muito aplaudido pelos presentes. No início do jantar, o Candidato foi saudado por Luciano Caetano da Rosa em nome da Organização do PCP na Alemanha. A visita de Francisco Lopes contribuiu não só para sublinhar junto da Comunidade Portuguesa a importância do voto na sua Candidatura nas próximas eleições presidenciais, mas também para o reforço da organização do PCP com a adesão de novos militantes.
Clica na foto para ver em tamanho maior

Freitag, 24. September 2010

COMUNICADO

AGRAVA-SE A SITUAÇÃO DO ENSINO DO PORTUGUÊS NA ALEMANHA

O Organismo de Direcção dos Comunistas Portugueses Residentes na Alemanha
alerta a Comunidade Portuguesa para a intensificação da ofensiva do Governo contra o ensino do português no estrangeiro. A retirada dos cinco professores de apoio dos consulados e o não reinício do ano lectivo em várias localidades resultam do agravamento da ofensiva desencadeada nos últimos anos por vários governos do PSD e do PS mas que assumiu uma forma extremamente grave com os Governos do PS-Sócrates e com a acção do SECP António Braga. Apesar de avisado pelo CCP da gravidade da orientação seguida e de ter sido confrontado com a oposição da Comunidade Portuguesa traduzida em várias manifestações e abaixo-assinados, o Governo tem insistido em prosseguir uma política contra o ensino cujos resultados desastrosos estão agora à vista.
Todas essas medidas impostas sem consulta ao Conselho das Comunidades - e que comportaram até agora a aprovação do Regime Jurídico do Professor, a escola virtual, a passagem da responsabilidade do ensino junto das comunidades para o Instituto Camões (instituição vocacionada para o ensino a estrangeiros), a fragilização da situação profissional dos professores obrigando muitos dos mais competentes a regressar a Portugal ou a aceitar leccionar outras matérias nas escolas alemãs - têm conduzido a uma quebra brutal do número de alunos nos cursos de língua materna. Se em 2001 em toda a Alemanha, ainda frequentavam os cursos de português (língua materna) 8.341 alunos, hoje esse número baixou para 5.263. Trata-se de uma quebra impressionante de quase quarenta por cento correspondente a 3.168 alunos e que resulta de uma política premeditada de falta de incentivo com o objectivo de pôr fim ao ensino o mais rapidamente possível.
A presença nos consulados dos professores de apoio, responsáveis pela organização dos cursos, pelo contacto com os pais dos futuros e actuais alunos, pelo apoio logístico aos professores e pela garantia de instalações disponíveis onde as aulas possam ter lugar bem como pelo contacto permanente com as autoridades escolares alemãs são tarefas que a não serem realizadas por professores experientes e dedicados totalmente a essas funções conduzirão a muito curto prazo ao fim da rede do ensino.
Os Comunistas Portugueses residentes na Alemanha apelam à Comunidade Portuguesa para que apoie todas as iniciativas de luta e de resistência que possam contribuir para salvar e garantir aos nossos filhos a existência do direito constitucional à aprendizagem da sua língua materna e nacional. Sem portugueses a falar português e conhecedores da nossa história e da nossa cultura não existirão Comunidades Portuguesas dignas desse nome.


Dusseldorf, 19.09.2010

Donnerstag, 11. März 2010

Mittwoch, 10. März 2010

Jantar comemorativo do 89 Aniversário do PCP

PCP CELEBROU EM ESSEN OS 89 ANOS DA FUNDAÇÃO

O núcleo do PCP da área consular de Dusseldorf celebrou no Sábado, dia 6 de Março, os 89 anos da fundação do Partido no Centro Português de Essen. Mais de meia centena de pessoas participaram num jantar precedido de intervenções políticas e imagens relativas à acção do Partido e à Festa do Avante!. Entre os presentes destacavam-se muitos trabalhadores, mas também conhecidos dirigentes associativos, professores, membros do CCP e dos conselho de estrangeiros nas autarquias.
Depois de dadas as boas vindas pelo Presidente do Centro, Sr. Arménio Martins, Luciano Caetano da Rosa do Organismo de Direcção da Alemanha fez uma intervenção salientando o papel do PCP na defesa das conquistas e direitos do povo e dos trabalhadores portugueses obtidos com a Revolução do 25 de Abril e na luta contra a política de direita dos sucessivos governos, nomeadamente do actual governo do PS-Sócrates. Tal política tem vindo a provocar o desemprego e a miséria em sectores cada vez mais vastos da população portuguesa e obrigado de novo muitos compatriotas a emigrar.
Durante o jantar que contou com actuações musicais, os presentes cantaram a “Grândola Vila Morena”, o hino do PCP, “Avante Camarada!”, a “Internacional” e o hino nacional, a “Portuguesa”.
O reforço do PCP que só no ano de 2009 na área consular de Dusseldorf contou com a adesão de mais 15 novos membros é indispensável para que as comunidades continuem a lutar pelo direito ao ensino do português para os nossos filhos, pelo direito a uma rede consular digna que sirva eficazmente os utentes e proteja os cidadãos portugueses residentes no estrangeiro tal como estabelece a nossa Constituição, e pela defesa e preservação da nossa cultura, dos elos de ligação a Portugal e do movimento associativo na Alemanha

Montag, 22. Februar 2010

Jantar dos 89 anos da fundação do PCP


No Sábado, dia 6 de Março, o PCP celebra os 89 anos da sua fundação com um jantar no Centro Português de Essen.
O jantar é aberto a todos os membros da comunidade que desejem participar. O PCP é o mais antigo partido politico português. O papel do PCP na libertação de Portugal do Fascismo e da guerra colonial foi imprescindível assim como nas grandes conquistas da Revolução de Abril.
Nas últimas décadas o PCP tem sido o Partido da resistência contra a destruição dos direitos sociais e laborais dos trabalhadores portugueses e na defesa da escola pública, das comunidades e do movimento associativo. A solidariedade com o PCP é fundamental se desejarmos que no futuro os nossos filhos e familiares não estejam condenados a reformas de miséria, a sistemas de saúde diferentes para ricos e para pobres, ao desemprego e a salários dos quais não se pode viver. Os direitos das comunidades serão também tanto mais defendidos quanto mais forte for o PCP.


Mittwoch, 20. Januar 2010

Comunicado do PCP Alemanha

*Está em perigo o ensino do português no estrangeiro*

O Organismo de Direcção do PCP na Alemanha considera muito graves as declarações da presidente do Instituto Camões de que é intenção do Governo nalguns países acabar com o ensino do português como língua materna. Esta orientação integra-se na política anticomunidades do Governo do PS-Sócrates e vem demonstrar que ao contrário daquilo que foi apregoado na campanha eleitoral pelos adeptos do PS, o voto no Partido Socialista foi um voto na continuação da política de direita, na política de ataques aos direitos das comunidades portuguesas.

As medidas até agora tomadas pelo Partido Socialista e pelos Governos actual e anterior de José Sócrates têm tido por objectivo fragilizar a rede de ensino do português no estrangeiro. Foi assim com o a aprovação do Decreto sobre o Estatuto Jurídico dos professores, com a passagem da responsabilidade do Ministério da Educação para o Instituto Camões e com a recusa do preenchimento dos lugares dos professores de apoio junto dos consulados.

Os comunistas portugueses na Alemanha apelam a todos os compatriotas, associações e comissões de pais para que se mobilizem e se organizem para fazer frente a um Governo que continua a desprezar os portugueses dentro e fora do país. A luta dos professores demonstrou que só pela resistência activa é possível fazer recuar um governo que engana as pessoas com rótulos de esquerda para mais à vontade dar graves machadadas nos direitos constitucionais dos trabalhadores, do povo e das comunidades portuguesas. Os nossos filhos têm direito ao ensino da língua e da Cultura portuguesa como cidadãos nacionais que são e sempre serão, tal como estabelece o artigo 73° da Constituição da República Portuguesa surgida da Revolução do 25 de Abril.

O organismo de direcção do PCP na Alemanha

Freitag, 6. November 2009

INTERVENÇÃO DO DEPUTADO JERÓNIMO DE SOUSA

DEBATE DO PROGRAMA DO XVIII GOVERNO
05 NOVEMBRO DE 2009

Senhor Presidente,
Senhor Primeiro-ministro,
Senhores membros do Governo,
Senhoras e senhores Deputados,

Discutimos hoje o Programa do XVIII Governo Constitucional da responsabilidade do PS, suportado numa maioria relativa desta Assembleia.
O programa de um governo que se apresenta numa situação distinta da do governo precedente. Uma situação qualitativamente nova, em resultado da perda da maioria absoluta por parte do PS.
Uma situação nova que não se vê reflectida no Programa do Governo que faz a clara opção de manter intocável o núcleo essencial das políticas que têm conduzido o país à estagnação e à crise.
Uma opção fundamentada assente na errada e mistificadora ideia de que os portugueses validaram no passado dia 27 de Setembro o rumo seguido pelo anterior governo do PS e o seu programa eleitoral.
O governo ao apresentar um programa que repete as linhas essenciais do seu Programa Eleitoral não só se recusa a tirar ilações da nova realidade política que emergiu das últimas eleições legislativas, como pretende acima de tudo naturalizar e legitimar uma opção de continuidade que o povo português quis derrotar ao recusar a maioria absoluta ao PS.
Uma recusa que constituiu uma clara exigência de mudança que não pode, nem deve ser ignorada. E muito menos quando se continua a assistir ao avolumar dos problemas nacionais, nomeadamente ao inquietante declínio económico nacional, ao contínuo agravamento do desemprego em resultado de uma acelerada destruição da capacidade produtiva nacional.
Escuda-se ainda o governo e o PS na falta de correspondência às suas propostas de diálogo para justificar a opção de manter intactas as suas orientações e políticas, ao mesmo tempo que expressa públicas lamentações pela inexistência de condições para firmar acordos que, evidentemente, nunca quis, tentando passar para outros a responsabilidade de garantir as condições de estabilidade ou de governabilidade do país que são exclusivamente suas.
Não se pode acenar com diálogo e ao mesmo tempo afirmar que nada mudará no essencial da sua política.
Não se podem levar a sério propostas de diálogo com quem diz querer governar à esquerda, mas propõe convergências à direita em pé de igualdade com os que propõe à esquerda.
Agora que estamos perante a proposta concreta do Programa de Governo não há mais espaço para escamotear a natureza das suas opções e políticas fundamentais.
Um programa que é de continuidade agravada com o aprofundamento de algumas das mais penosas políticas do anterior governo.
E não será o logro propagandístico que se vai procurando incutir na opinião pública de que será um Governo ao centro/direita na economia e à esquerda no social, fazendo os correspondentes acordos nesta Assembleia, que pode encobrir a nudez crua de um programa versão recauchutada do programa anterior governo.
Um programa que no seu conteúdo e forma, os grandes grupos económicos e os grandes interesses instalados.
Na verdade não são apenas as opções programáticas que apontam para o aprofundamento da ofensiva contra os direitos laborais e sociais dos trabalhadores que põem em causa o direito ao trabalho e ao trabalho com direitos, é já a prática governativa, a resposta que não se vê de um governo conformado perante o anúncio dos despedimentos na Delphi e Qimonda, da grave situação da Rhode, da Covina/Saint Gobain, Aerosoles, no recurso a novos Lay-off que indiciam novos e inquietantes sinais de agravamento para o futuro próximo.
O Governo PS não tem uma política para o combate ao desemprego.
Porque é directamente responsável pela eliminação de postos de trabalho no sector público, que aliás se propõe continuar.
Porque é complacente com encerramentos sem justificação, com lay-off ilegais e com todas as tropelias do patronato sem escrúpulos que se arroga do arbítrio sabendo que fica impune.
Aliás o Governo propõe-se no seu Programa ser aliado do patronato na chantagem de retirar direitos com a ameaça do posto de trabalho, como se para criar emprego fosse preciso aumentar a exploração. Isto é, num momento de especial fragilidade face à crise e ao desemprego, o governo responsabiliza no seu Programa os trabalhadores efectivos pela situação de precariedade que muitas centenas de milhar de trabalhadores se encontram e os trabalhadores no activo pelo desemprego dos jovens.
A velha tese neoliberal que faz crer que as causas do desemprego e da precariedade estão na estabilidade do emprego e na existência de trabalho com direitos.
Propõe-se avançar mais ainda na desregulação dos horários, para que a mais trabalho corresponda menos salário. E afirma querer fazê-lo através da contratação colectiva, que deixaria de ser um direito dos trabalhadores para passar a ser um instrumento do Governo ao serviço dos objectivos das confederações patronais.
Quanto à precariedade o que se propõe é tão só legalizá-la através da diferenciação de taxas contributivas e da normalização do recurso ao trabalho temporário inclusive no Estado.
O Sr. Primeiro-ministro devia dizer ao país se vai eliminar os recibos verdes da administração pública integrando esses trabalhadores nos quadros, ou se vai despedi-los, para os contratar depois através de empresas de trabalho temporário ou de outras que os contratem elas próprias a recibo verde.
O Governo fala hipocritamente de um novo equilíbrio social, mas o que propõe de facto é um novo e agravado desequilíbrio social que, na sequência da alteração para pior do Código de Trabalho!
Este Governo não tem uma política económica que dê resposta aos problemas do país.
Os últimos anos foram marcados por uma severa quebra no investimento público, padrão que certamente se manterá quando já se fala novamente de redução da despesa pública para corrigir o défice.
Continuou a política de abandono da produção nacional e de desvalorização da produção para o mercado interno, agravando a nossa dependência externa de bens essenciais designadamente de bens agro-alimentares.
Ao mesmo tempo que injectou milhões no sector bancário, permitiu a manutenção de elevados custos do crédito - em especial para as micro, pequenas e médias empresas – que poderia ter contrariado se tivesse dado orientações para limitar o custo do crédito no banco público.
É responsável por elevadíssimos custos energéticos, bem patentes na continuada fraude para a economia nacional que é a fixação dos preços dos combustíveis e o aumento do custo da electricidade.
O Programa do Governo tem, num capítulo a que chamou “revolução energética” 812 palavras, 26 alíneas e 11 subalíneas; mas nem uma é sobre o escandaloso preço da energia paga pelas empresas e também pelas famílias, que enche os bolsos aos accionistas da EDP e da GALP e lança na ruína a economia nacional, em particular as micro, pequenas e médias empresas.
Era preciso que os portugueses soubessem se o Governo vai aceitar mais um escandaloso aumento do preço da electricidade proposto para 2010 ou se, como exige o PCP, vai pôr os interesses do país à frente dos lucros da EDP e congelar os preços da energia eléctrica.
Fica bem à vista o resultado da privatização de empresas essenciais para a economia e para o país. Aliás como acontecerá se prosseguir a linha de privatização que até agora tem estado definida para a TAP e para a ANA, entre outras empresas, como por exemplo no sector das águas, matéria que não está clarificada neste Programa de Governo.
O resultado desta política está bem à vista: é o aumento do desemprego, o agravamento dos défices estruturais e a perspectiva da continuação no futuro da divergência com a média da União Europeia.
E em relação à questão do défice é decisivo que o Governo diga ao país mais do que o quanto é o quando, se vai corrigi-lo apostando no desenvolvimento económico para a partir daí corrigir as contas públicas, ou se vai fazer pagar os mesmos de sempre, com baixos salários e pensões, com a destruição de serviços públicos e o aumento das desigualdades.
Este governo não tem uma política para uma melhor distribuição da riqueza. E é aí que está o cerne do combate às desigualdades através da melhoria dos salários e das reformas.
O nosso país precisa, por razões da mais elementar justiça social, mas também por incontornáveis razões de política económica, de definir como objectivo uma melhoria dos salários dos trabalhadores portugueses.
Mas este Governo, sempre do lado dos mais fortes, recusa assumir compromissos nessa matéria, a não ser a criação de um novo subsídio que, independentemente do seu valor em concreto, não substitui a imperiosa necessidade de aumentar os salários para que os portugueses não empobreçam trabalhando.
Um governo que chega ao pormenor de definir por exemplo o objectivo para a fileira da energia geotérmica para 2020, não foi capaz, porque obviamente não o quis, de estabelecer um objectivo de aumento do salário mínimo até ao fim da legislatura, que para o PCP deve ser de pelo menos 600 euros.
O mesmo se diga em relação à situação das pensões e reformas, em que se mantém a política de penalização dos que trabalharam e descontaram mais de 40 anos.
Este Governo não tem uma política de justiça fiscal, porque continua a tributar metade ou menos da taxa normal os lucros da banca; que mantém uma tributação reduzida das mais valias bolsistas; que sobre os offshore continua a sacudir a água do capote sem assumir nenhum compromisso em concreto.
Este governo quer continuar a degradar a administração pública e os serviços públicos e fá-lo mantendo o ataque aos direitos dos seus trabalhadores, que pretende continuar a diminuir com a regra de uma entrada por duas saídas, e continuando a prever a diminuição da despesa pública.
A escola pública é um motor do progresso social e do desenvolvimento. Não pode continuar no plano inclinado em que as políticas de direita a colocam. Nem pode continuar a ser marcada pelo ataque cerrado à gestão democrática e à profissão docente. Por isso já propusemos o agendamento da imprescindível suspensão do actual modelo de avaliação, para que se possa abrir uma negociação séria com vista à alteração do Estatuto da Carreira Docente. Uma alteração que, na opinião do PCP, entre outras questões, tem de eliminar a divisão dos professores entre titulares e não titulares, deve reconduzir o modelo de avaliação a um modelo formativo e orientado para a melhoria do desempenho e não para impedir a progressão na carreira, e que não pode deixar de incluir uma alteração do regime de horários dos professores, com cada vez maior carga burocrática e cada vez menos tempo para as questões pedagógicas.
De nada serviram as diversas alterações pontuais que o governo foi fazendo a um modelo comprovadamente irracional. É preciso uma alteração mais profunda. É preciso que nesta matéria o Governo perceba que a solução não pode ser mudar alguma coisa para que fique tudo na mesma. O mesmo se diga em relação às carreiras dos enfermeiros com o processo de negociação parado.
Esta política que agrava as injustiças é uma política que corrói o regime democrático e aumenta o desencanto popular. E tanto mais é assim quanto mais se agrava a desigualdade também no acesso à justiça e na sua acção; quanto mais se percebe que faltam os meios e os resultados para o combate à corrupção e ao crime económico e financeiro, que existe de facto um manto de impunidade para os mais poderosos e que as decisões políticas e legislativas tomadas nos últimos anos contribuem para essa situação, como acontece com a recusa da consagração do crime de enriquecimento ilícito ou com as alterações feitas no regime do segredo de justiça.
Este Programa de Governo não dá resposta aos principais problemas do país e mantém a linha política de direita que é responsável pela situação a que chegámos. É por isso que os portugueses podem contar com o PCP para continuar a lutar por uma ruptura e uma mudança! Não há outro caminho para dar resposta aos problemas que afectam o nosso povo, na persistente luta por uma vida melhor.

Sonntag, 4. Oktober 2009

Fotos da Festa do Avante



O núcleo do PCP de Düsseldorf, também marcou presença na Festa do Avante.
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