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Montag, 18. April 2011

PCP comemora os 90 anos em Dusseldorf

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A organização do PCP na área consular de Dusseldorf comemorou no Sábado, dia 16 de Abril, os 90 anos da fundação do Partido Comunista Português com um jantar na Associação Portuguesa de Neuss. Durante várias horas muitos camaradas e amigos do PCP, membros do Conselho das Comunidades Portuguesas, professores, dirigentes associativos, membros de comissões de pais, conviveram e puderam ver imagens das lutas que se desenvolvem para travar a ofensiva dos sucessivos governos contra os direitos dos trabalhadores, das comunidades e do povo português, e contra a economia e a soberania nacionais. Foram igualmente apresentadas reportagens e documentação alusivas à participação da organização do PCP da Alemanha na Festa do Avante!. No início foi feita uma intervenção pelo professor Luciano da Rosa, membro do Organismo de Direcção da Alemanha, focando a história do PCP e o seu papel na luta pela liberdade, a democracia e o socialismo em Portugal e fazendo um apelo à participação na campanha eleitoral e ao reforço da CDU para se conseguir uma mudança patriótica e de esquerda no nosso país. O jantar-festa culminou com a actuação do Rancho Português de Neuss composto por mais de 20 membros. Novos amigos manifestaram o desejo de aderir ao PCP. Entre convidados, artistas, e compatriotas que ajudaram nas diferentes tarefas na Associação, o aniversário do PCP envolveu cerca de uma centena de pessoas.A encerrar todos os presentes cantaram a Grândola Vila Morena, o Hino nacional e o Avante Camarada!Também no dia 6 de Março a organização de Hamburgo do PCP já tinha celebrado os 90 anos do Partido com um jantar em que participaram membros e amigos do PCP.


E vai uma dança para animar.

PCP em Neuchâtel


Reuniu-se em Neuchâtel na Suíça, com a participação de Rosa Rabiais do Comité Central, o Organismo de Coordenação da Emigração na Europa do PCP, tendo sido analisados os actuais problemas que mais atingem as comunidades portuguesas na Europa, as consequências nefastas da políticas de direita do Governo do PS/Sócrates, as recentes eleições presidenciais, as celebrações do 90° aniversário do Partido e o reforço da organização.

1. Os comunistas portugueses na Europa chamam a atenção para o
facto de se encontrarem neste momento cerca de 1800 alunos de português sem aulas (400 na Alemanha, 600 na Suíça e 800 na França) apesar do ano lectivo se ter iniciado em Setembro de 2010. Os resultados de uma política de liquidação da rede de ensino do português junto das comunidades, com a sua passagem do Ministério da Educação para o Instituto Camões, a redução dos horários escolares e o aumento do número de alunos necessário para o funcionamento dos cursos, a fragilização da situação profissional dos professores, a redução dos seus vencimentos, a limitação e supressão dos professores de apoio junto dos consulados, a tentativa de passar a responsabilidade do ensino do português - um dever constitucional do Estado português (art.74) - para os governos estrangeiros acabando com o ensino do português como língua materna, estão já a manifestar-se gravemente na dificuldade em arranjar professores qualificados e disponíveis para leccionar em numerosas localidades e na quebra acentuada no interesse dos pais e dos alunos pela língua portuguesa em vários países da Europa. É importante que as comunidades portuguesas manifestem a sua oposição a esta política anticonstitucional e antipatriótica.

O recente apoio dos deputados do PS e do PSD no Parlamento Europeu à eliminação do português como língua oficial no regime europeu de patentes demonstra bem como o palavreado do Governo sobre a "promoção do português como língua internacional" é uma grande mentira cujo objectivo visa apenas camuflar o fim do ensino do português como língua materna para os filhos dos emigrantes.

2. Também se consideram lesivas as medidas do Governo quanto ao funcionamento dos serviços consulares onde se verifica, há muitos anos, o não provimento dos lugares vagos de funcionários com reflexos negativos nos serviços prestados às comunidades, como aconteceu ainda recentemente nas graves lacunas e insuficiências dos cadernos eleitorais.

3. O OCEE reafirma que a situação particular dos trabalhadores da Administração Publica na Suíça, que para além do corte salarial imposto pelas medidas de austeridade do Governo PS/Sócrates vêem ainda os seus salários reduzidos pelo efeito do cambio desfavorável, vai continuar a merecer a intervenção empenhada do PCP e do seu Grupo Parlamentar na Assembleia da República.

4. Inserida nesta ofensiva contra as comunidades é de salientar a situação do Conselho das Comunidades Portuguesas (CCP), órgão praticamente inexistente para o Governo. Os cortes orçamentais, a diminuição dos conselheiros eleitos e o aumento do número dos nomeados, o fim dos Conselhos de país, a criação de conselhos consulares nomeados, a marginalização do CCP como órgão representativo das Comunidades Portuguesas, tudo isto faz parte de uma orientação antidemocrática e anticomunidades agravada pelos dois últimos Governos do PS/Sócrates e que visa marginalizar e silenciar a voz das comunidades portuguesas. O PCP continuará a defender a dignificação e autonomia financeira do CCP.

5. O OCEE alerta para as propostas que o próximo Conselho Europeu se prepara para aprovar e que, a concretizarem-se, aprofundariam ainda mais as medidas de austeridade, o ataque aos direitos de quem trabalha e à soberania dos povos e apela à resistência e à luta.

6. O OCEE condena a política de direita que despreza os interesses das comunidades e reafirma a necessidade urgente de uma política alternativa de esquerda também para a Emigração que defenda as justas aspirações dos portugueses no estrangeiro e a nossa língua, ensino e cultura, como elementos de identidade nacional.

7. Os resultados eleitorais obtidos por Francisco Lopes na Europa confirmam a justeza da apresentação da sua candidatura. O terceiro lugar obtido confirma também o PCP como uma força indispensável à luta das comunidades portuguesas por uma rotura política que reforce a soberania nacional e os elos de ligação a Portugal.

8. Contribuir para um PCP mais forte, aderindo ao Partido e reforçando a sua organização, é dar mais força à luta dos trabalhadores e do povo contra a exploração, as discriminações e injustiças sociais.

9. Os comunistas portugueses na Europa apelam aos trabalhadores emigrados e às comunidades portuguesas para se associarem às comemorações dos 90 anos da fundação do PCP, que terão lugar ao longo deste ano de 2011. O PCP, partido que ao longo da sua história, antes e depois do 25 de Abril, demonstrou ser sempre fiel à defesa dos trabalhadores e aos valores e ideais de Abril, lutará sempre pela Liberdade, pela Democracia e pelo Socialismo.

Neuchâtel, 26 de Fevereiro de 2011

ORGANISMO DE COORDENAÇÃO DA EMIGRAÇÃO NA EUROPA DO PC











Samstag, 29. Januar 2011

Comunicado da ODN



O Organismo de Direcção dos Comunistas Portugueses residentes na Alemanha (ODN) congratula-se pelo resultado alcançado por Francisco Lopes no total das seis áreas consulares da Alemanha. O candidato apoiado pelo PCP duplica a percentagem de votos em relação às eleições presidenciais anteriores, passando de 7% (2006) para mais de 14% (2011). É de destacar o resultado alcançado na área consular de Dusseldorf onde a candidatura de Francisco Lopes obtém o dobro da votação de 2006, sendo o segundo candidato mais votado e subindo de 9,41% para 30%, tendo provocado ali a perda da maioria absoluta de Cavaco Silva que baixou de 65% para 41%.

Como os resultados deixam claramente transparecer, cresce também na Comunidade Portuguesa na Alemanha a consciência das consequências nefastas que a política anticomunidades e antipatriótica do Governo do PS/Sócrates com o apoio do actual Presidente da República está a provocar, enfraquecendo os elos de ligação a Portugal e procurando liquidar cada vez mais os direitos dos portugueses emigrados consagrados na Constituição da República Portuguesa.

Os numerosos eleitores, que, depois de terem percorrido por vezes grandes distâncias, foram impedidos de votar, apesar de constarem como votantes nas páginas da internet do Ministério da Administração Interna, são mais uma prova da incompetência, da irresponsabilidade e do desprezo do Governo pelas comunidades.

Só com a luta por uma política patriótica e de esquerda será possível impedir que Cavaco Silva com o apoio incondicional do PSD e do CDS, e o primeiro-ministro Sócrates com o apoio do PS continuem a empurrar ainda mais Portugal e as Comunidades Portuguesas para o desastre.

No ano em que o PCP celebra os 90 anos da sua fundação - com a sua história gloriosa da resistência contra o fascismo, com o seu contributo incomensurável na grande revolução libertadora do 25 de Abril e posteriormente na luta contra as políticas anti-sociais, antidemocráticas e antipatrióticas dos sucessivos governos - é necessário reforçar este Grande Partido, não só votando nele, mas também aderindo ao PCP para que a luta por um Portugal mais justo, mais digno, mais livre e democrático seja ainda mais forte e mais eficaz.

O Organismo de Direcção dos Comunistas Portugueses residentes na Alemanha

24 de Janeiro de 2011

Samstag, 6. November 2010

COMUNICADO



APOIAR E VOTAR NA CANDIDATURA
DE FRANCISCO LOPES

A IX Assembleia da Organização dos Comunistas Portugueses residentes na Alemanha, realizada a 31 de Outubro, em Leverkusen, apela à Comunidade Portuguesa para apoiar a candidatura de Francisco Lopes à Presidência da República. A Assembleia realizou-se num momento de intensa agudização da luta de classes em Portugal, na Europa e no mundo. Todas as conquistas civilizacionais obtidas pelos trabalhadores e os povos, na sequência da derrota do nazismo e do fim da segunda guerra mundial, estão a ser postas em causa por governos conservadores, social-democratas e de partidos chamados socialistas mas cuja política está de facto ao serviço do grande capital.
Em Portugal, na Grécia, na França, em Espanha, na Roménia e noutros países intensificam-se as lutas do movimento sindical e do movimento popular contra esta política reaccionária e devastadora. Os comunistas portugueses, fieis aos ideais libertadores da Revolução do 25 de Abril que em 1974 pôs fim em Portugal ao regime fascista, ao poder dos banqueiros, dos monopólios e dos latifundiários e à guerra colonial são a força que de uma forma consequente esclarece e organiza a luta do povo português dentro e fora do país.
Também para as Comunidades Portuguesas espalhadas pelo mundo a hora é de luta. Necessita de ser travada a ofensiva que há vários anos tem vindo a ser desencadeada pelos sucessivos governos contra o ensino do português no estrangeiro, contra a rede consular, contra os órgãos representativos das comunidades, nomeadamente contra o Conselho das Comunidades Portuguesas (CCP), contra a participação cívica nos actos eleitorais, através do aumento dos obstáculos ao recenseamento, da manutenção de cadernos eleitorais completamente desactualizados e da redução drástica dos orçamentos destinados ao cumprimento dos deveres constitucionais do Estado para com as comunidades portuguesas.

A resistência contra esta ofensiva constante e prolongada contra os direitos das comunidades torna necessário o reforço do PCP, da sua organização e da sua intervenção junto da comunidade portuguesa. Está nas mãos daqueles que querem resistir o esforço prioritário de reforçar o PCP, Partido que não se vende ao poder do grande capital nem a interesses particulares e carreiristas.
Os preconceitos da comunicação social portuguesa e de alguns sectores da comunidade dificultam o trabalho do PCP, mas não impedem o prosseguimento e aprofundamento da sua acção.
O PCP não vai a Berlim receber ordens de Ângela Merkel para proibir referendos sobre tratados afrontosos para a soberania de Portugal e da maioria dos estados da União Europeia. Só defendendo a existência de Portugal como país livre, independente e soberano, as comunidades portuguesas poderão continuar a existir e a dispor de um Estado que as defenda e apoie na continuidade da sua cultura, na intensificação dos seus elos de ligação ao País, nos seus sentimentos patrióticos, no retomar do caminho libertador iniciado com a Revolução do 25 de Abril.

É no quadro desta luta que se insere a candidatura de Francisco Lopes à Presidência da República que a organização do PCP na Alemanha saúda e apoia inteiramente. É uma candidatura comprometida com os ideais de Abril, a defesa dos direitos dos trabalhadores portugueses dentro e fora do País e com as legítimas aspirações das Comunidades Portuguesas espalhadas pelo mundo.
Na Alemanha como em Portugal, os trabalhadores portugueses, mulheres, jovens, dirigentes associativos, intelectuais, professores, assistentes sociais, funcionários consulares e pequenos e médios empresários todos devem apoiar a única candidatura que não está comprometida com a política de direita que há mais de 30 anos vem sendo praticada no nosso País. Apoiar a candidatura de Francisco Lopes é exigir um novo rumo para Portugal com uma política patriótica e de esquerda.


Leverkusen
31/10/10

Samstag, 9. Oktober 2010

Francisco Lopes na Alemanha



Na Sexta-feira, dia 8 de Outubro, Francisco Lopes deslocou-se à Alemanha, à região de Dusseldorf, onde se encontrou com a comunidade portuguesa. Na Associação Portuguesa Sanjorgense teve lugar um debate com representantes da Comunida Portuguesa daquela região no qual participaram dirigentes associativos, membros de comissões de pais, conselheiros das comunidades e do conselho consular, professores e outros membros destacados da comunidade portuguesa. Ali foram debatidos problemas que afectam a comunidade, com destaque para o agravamento da situação do ensino do português e a falta de apoio do Governo e do Estado português ao movimento associativo. À noite realizou um jantar no Centro Português de Hilden com a participação de dezenas de apoiantes onde Francisco Lopes, acompanhado de Rosa Rabiais, responsável pelo sector da emigração do PCP, explicou as razões da sua candidatura à Presidência da República no contexto da grave situação que se vive em Portugal, tendo sido muito aplaudido pelos presentes. No início do jantar, o Candidato foi saudado por Luciano Caetano da Rosa em nome da Organização do PCP na Alemanha. A visita de Francisco Lopes contribuiu não só para sublinhar junto da Comunidade Portuguesa a importância do voto na sua Candidatura nas próximas eleições presidenciais, mas também para o reforço da organização do PCP com a adesão de novos militantes.
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Freitag, 24. September 2010

COMUNICADO

AGRAVA-SE A SITUAÇÃO DO ENSINO DO PORTUGUÊS NA ALEMANHA

O Organismo de Direcção dos Comunistas Portugueses Residentes na Alemanha
alerta a Comunidade Portuguesa para a intensificação da ofensiva do Governo contra o ensino do português no estrangeiro. A retirada dos cinco professores de apoio dos consulados e o não reinício do ano lectivo em várias localidades resultam do agravamento da ofensiva desencadeada nos últimos anos por vários governos do PSD e do PS mas que assumiu uma forma extremamente grave com os Governos do PS-Sócrates e com a acção do SECP António Braga. Apesar de avisado pelo CCP da gravidade da orientação seguida e de ter sido confrontado com a oposição da Comunidade Portuguesa traduzida em várias manifestações e abaixo-assinados, o Governo tem insistido em prosseguir uma política contra o ensino cujos resultados desastrosos estão agora à vista.
Todas essas medidas impostas sem consulta ao Conselho das Comunidades - e que comportaram até agora a aprovação do Regime Jurídico do Professor, a escola virtual, a passagem da responsabilidade do ensino junto das comunidades para o Instituto Camões (instituição vocacionada para o ensino a estrangeiros), a fragilização da situação profissional dos professores obrigando muitos dos mais competentes a regressar a Portugal ou a aceitar leccionar outras matérias nas escolas alemãs - têm conduzido a uma quebra brutal do número de alunos nos cursos de língua materna. Se em 2001 em toda a Alemanha, ainda frequentavam os cursos de português (língua materna) 8.341 alunos, hoje esse número baixou para 5.263. Trata-se de uma quebra impressionante de quase quarenta por cento correspondente a 3.168 alunos e que resulta de uma política premeditada de falta de incentivo com o objectivo de pôr fim ao ensino o mais rapidamente possível.
A presença nos consulados dos professores de apoio, responsáveis pela organização dos cursos, pelo contacto com os pais dos futuros e actuais alunos, pelo apoio logístico aos professores e pela garantia de instalações disponíveis onde as aulas possam ter lugar bem como pelo contacto permanente com as autoridades escolares alemãs são tarefas que a não serem realizadas por professores experientes e dedicados totalmente a essas funções conduzirão a muito curto prazo ao fim da rede do ensino.
Os Comunistas Portugueses residentes na Alemanha apelam à Comunidade Portuguesa para que apoie todas as iniciativas de luta e de resistência que possam contribuir para salvar e garantir aos nossos filhos a existência do direito constitucional à aprendizagem da sua língua materna e nacional. Sem portugueses a falar português e conhecedores da nossa história e da nossa cultura não existirão Comunidades Portuguesas dignas desse nome.


Dusseldorf, 19.09.2010